Matteo Armou Uma Cilada Para Anna — Mas O Vídeo Expôs O Homem Errado-dieuphuong

Matteo não olhou para Anna quando Carlo anunciou onde havia encontrado o relógio. Continuou olhando para o objeto envolvido no lenço branco, como se tentasse decidir se aquilo confirmava uma suspeita ou criava uma pior.

— Em que lugar do quarto? — perguntou.

— Na gaveta dela — respondeu Carlo. — Debaixo das roupas.

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Anna apertou o cesto contra o corpo.

— Então ninguém precisa acreditar em mim. Só precisa assistir ao vídeo.

Carlo virou o rosto depressa demais.

Matteo percebeu.

Anna explicou que, depois de descobrir que alguém havia vasculhado seu quarto, tirara um pequeno objeto do estojo de costura e o colocara de frente para a gaveta. Era uma câmera compacta que ela havia comprado para se proteger depois das primeiras acusações.

— Se o relógio apareceu lá há dez minutos, quem colocou também apareceu.

Matteo mandou que ninguém tocasse em Anna nem entrasse sozinho no quarto.

Mrs. Fletcher foi com ela. Um dos seguranças permaneceu à porta enquanto Anna retirava a pequena câmera de onde a escondera e entregava o cartão de memória diretamente a Matteo.

O vídeo não exigiu interpretação.

Carlo apareceu entrando no quarto enquanto Anna trabalhava no andar de baixo. Fechou a porta, abriu a gaveta e tirou do bolso o relógio de bolso desaparecido.

Depois o colocou entre as roupas dela.

Mas não saiu imediatamente.

Carlo puxou a matéria de jornal, fotografou a manchete sobre a investigação federal e, antes de fechar a gaveta, segurou por alguns segundos a medalha de São Cristóvão que Anna costumava usar.

A reação dele foi diferente de todo o resto.

Ele reconheceu a medalha.

Quando Matteo levantou os olhos da tela, os dois seguranças já não estavam posicionados ao lado de Anna.

Estavam diante da porta, impedindo Carlo de sair.

— Duas semanas — disse Matteo. — Eu passei duas semanas testando ela porque você disse que havia um ladrão dentro da minha casa.

Carlo não respondeu de imediato.

— E agora estou vendo você plantar o objeto roubado.

Carlo finalmente respirou fundo.

— Você queria uma prova final.

— Eu deixei minha carteira e meu caderno na sala — respondeu Matteo. — Não mandei você colocar um relógio no quarto dela.

A diferença era pequena demais para Carlo esconder e grande demais para Matteo ignorar.

As joias espalhadas, o dinheiro deixado sobre móveis e a gaveta destrancada haviam sido cruéis, mas faziam parte dos testes que Matteo autorizara porque acreditava que alguém de dentro da propriedade estava roubando.

O relógio de bolso era outra coisa.

Aquele relógio havia desaparecido antes de Matteo começar os testes.

Se Carlo o possuía agora, então estivera ligado ao desaparecimento desde o começo.

Anna observou Matteo entender isso sem ajudá-lo.

Ela não precisava.

— Por que a medalha? — Matteo perguntou.

Carlo olhou para Anna.

— Pergunte a ela por que veio trabalhar aqui.

A acusação mudou de direção com tanta facilidade que Anna quase riu, mas não havia nada engraçado naquilo.

— Eu vim porque precisava de um emprego — disse. — Meu pai está doente e as contas não desapareceram só porque vocês decidiram transformar minha vida numa investigação particular.

Carlo apontou para o andar de cima.

— Ela guarda uma reportagem sobre investigadores procurando informantes da família Ricci.

— Eu sei — respondeu Matteo. — Acabei de ver você fotografando essa reportagem depois de invadir o quarto dela.

— Isso não explica por que ela tinha aquilo.

Anna pousou o cesto de limpeza no chão.

Pela primeira vez desde que começara a trabalhar na propriedade, ela decidiu não responder apenas ao que lhe perguntavam.

— Meu pai trabalhou para pessoas ligadas à sua família muitos anos atrás.

Matteo voltou os olhos para a medalha no vídeo pausado.

Anna levou a mão ao próprio pescoço.

— Foi sua mãe quem deu esta medalha a ele.

Matteo ficou imóvel por um instante.

Não porque o objeto provasse que Anna era inocente. O vídeo já havia feito isso.

A medalha explicava outra coisa.

Na primeira vez em que Anna passara por ele usando a pequena imagem de São Cristóvão, Matteo reconhecera o desenho gasto na borda, mas não conseguira lembrar de onde.

Agora lembrava.

Sua mãe havia comprado algumas daquelas medalhas muitos anos antes e entregado pessoalmente a poucas pessoas que haviam trabalhado perto da família durante um período difícil.

Anna não sabia todos os detalhes.

Seu pai raramente falava sobre aquela época.

Ele apenas lhe dissera que a medalha não tinha valor financeiro e que, justamente por isso, nunca deveria ser vendida.

Carlo, porém, aparentemente sabia exatamente o que significava.

— Meu pai reconheceu um dos nomes daquela reportagem — continuou Anna. — Não me contou tudo. Disse que não queria me envolver. Eu guardei a matéria porque queria entender por que ele ficou tão assustado quando viu aqueles nomes.

Matteo pensou no caderno preto que estava aberto na sala de visitas.

Nos nomes.

Nas datas.

Nas empresas de transporte.

E na forma como Carlo sempre insistia em cuidar pessoalmente daquele caderno, embora pertencesse a Matteo.

— Você reconheceu alguma coisa quando a página abriu? — perguntou ele.

Anna assentiu.

— Iniciais. Algumas eram iguais às da matéria.

— E você fechou o caderno.

— Porque ele não era meu.

Carlo soltou uma risada curta.

— Que conveniente.

Matteo se virou para ele.

— Mais conveniente do que esconder um relógio no quarto dela?

Carlo percebeu que a velha estratégia não funcionaria outra vez.

Durante duas semanas, bastara apontar a desconfiança de Matteo para Anna e alimentá-la com pequenos detalhes: o pai doente, as contas, a reportagem, a medalha, o fato de ela nunca reclamar quando era observada.

Cada detalhe verdadeiro havia sido usado para sustentar uma conclusão falsa.

Matteo tinha feito o resto sozinho.

Aquilo era a parte que mais o incomodava.

Ele poderia culpar Carlo pelo relógio, pela invasão e pela armação registrada em vídeo.

Não poderia culpar Carlo por ter escolhido acreditar que pobreza e desespero eram quase sinônimos de desonestidade.

— Mrs. Fletcher — disse Matteo. — Quem sabia dos testes que eu estava fazendo?

Ela demorou apenas alguns segundos para responder.

— O senhor, Carlo, eu e a segurança quando precisava preparar alguma coisa.

— Quem sugeriu Anna como primeira pessoa a ser interrogada depois do desaparecimento?

Mrs. Fletcher olhou para Carlo.

— Ele.

Carlo levantou uma mão.

— Porque ela era nova.

— E quem disse que as câmeras tinham parado de funcionar justamente naquela janela de duas horas? — Matteo insistiu.

Dessa vez Mrs. Fletcher não respondeu.

Não precisava.

Carlo era o homem que recebia os relatórios antes de Matteo.

A suspeita que durante duas semanas apontara para Anna girou alguns graus.

Não era ainda uma resposta completa.

Era uma pergunta muito pior.

Matteo pegou o próprio celular e pediu que a segurança preservasse uma cópia do vídeo sem editar o arquivo original.

Depois recolheu o caderno preto da sala e o manteve consigo.

Carlo observou os dois movimentos.

— Então agora eu sou o ladrão?

— Agora você é o homem que eu vi colocando um objeto roubado no quarto de uma funcionária — respondeu Matteo. — O restante ainda precisa ser explicado.

— Você está deixando uma empregada manipular você.

Anna se aproximou um passo.

— Não. Eu passei duas semanas sendo manipulada por vocês dois. Existe uma diferença.

Matteo não tentou interrompê-la.

Ela falou do primeiro interrogatório, da forma como Carlo mencionara o pai hospitalizado, dos seguranças seguindo seus passos e das armadilhas espalhadas pela casa.

Falou da pulseira de diamantes encontrada junto à pia e do bilhete que deixara registrando horário e local.

Mrs. Fletcher se lembrou daquele bilhete.

Ainda estava arquivado com os objetos encontrados.

Depois Anna falou do dinheiro sobre a cômoda, do anel sob a toalha e da gaveta destrancada.

— Quantas vezes eu precisava não roubar antes de vocês considerarem a possibilidade de que eu não fosse ladra?

Matteo abriu a boca, mas não encontrou resposta que não parecesse exatamente o que era: uma desculpa tardia.

Carlo aproveitou o desconforto.

— Está vendo? Ela quer colocar vocês contra mim.

Anna virou-se para ele.

— Eu quero ir ao hospital ver meu pai sem me perguntar se alguém vai entrar no meu quarto enquanto estiver fora.

A frase atingiu Matteo de uma forma que nenhuma acusação direta teria conseguido.

Ele havia transformado a casa onde Anna trabalhava num lugar em que até a ausência dela era uma vulnerabilidade.

— Você pode sair hoje — disse ele.

Anna endureceu a expressão.

— Isso é uma demissão?

— Não. É uma escolha que eu devia ter lhe dado antes. Seu pagamento continua. Ninguém entra no seu quarto. Ninguém toca em suas coisas.

Ela olhou para Carlo.

— E ele?

Matteo respondeu sem teatralidade.

— Carlo não terá mais acesso ao seu quarto, ao caderno nem aos controles internos enquanto isso for apurado.

Carlo deu um passo à frente.

O segurança bloqueou o caminho.

Não houve empurrão.

A simples mudança de posição já dizia o suficiente.

Durante anos, Carlo havia circulado pela propriedade como alguém que sempre tinha uma explicação pronta e acesso a tudo.

Agora precisava pedir permissão até para atravessar aquela porta.

— Você vai se arrepender — disse ele a Matteo.

— Talvez — respondeu Matteo. — Mas não vou corrigir um erro cometendo o mesmo outra vez.

Carlo olhou para Anna e depois para a medalha em seu pescoço.

Dessa vez Matteo percebeu.

— Você conhecia o pai dela?

Carlo desviou os olhos.

Anna sentiu um frio subir pelos braços.

— Meu pai nunca mencionou Carlo.

— Eu não disse que conhecia — respondeu Carlo.

— Eu perguntei se conhecia — disse Matteo. — E você respondeu outra coisa.

Aquele pequeno desvio importava porque combinava com o que Anna já tinha visto no vídeo.

Carlo não demonstrara simples curiosidade diante da medalha.

Ele reagira como alguém que reconhecera uma ligação que esperava nunca encontrar naquela casa.

Matteo pediu a Mrs. Fletcher que trouxesse a caixa onde eram guardados objetos antigos da família relacionados aos funcionários de muitos anos antes.

Não havia documento secreto esperando dentro dela, nem uma prova perfeita.

Havia fotografias, cartões de agradecimento e algumas listas domésticas preservadas mais por hábito do que por importância.

Anna encontrou o pai em uma fotografia antiga antes de Matteo.

Ele era muito mais jovem, em pé ao lado de outros trabalhadores.

No verso, a mãe de Matteo havia escrito apenas uma data e alguns primeiros nomes.

Carlo não aparecia na foto.

Mas um nome de empresa de transporte, impresso em uma caixa ao fundo, era um dos nomes que Anna vira na reportagem.

Matteo também reconheceu.

Aquilo não provava crime algum.

Provava apenas que o pai de Anna realmente estivera perto de uma parte da história que Carlo queria apresentar como invenção.

— Quero falar com meu pai antes de dizer qualquer outra coisa — disse Anna.

Matteo concordou.

Não pediu para acompanhá-la.

Também não pediu que ela convencesse o pai a falar com ele.

Esse detalhe surpreendeu Anna mais do que qualquer pedido de desculpas teria surpreendido.

No hospital, o pai percebeu imediatamente que alguma coisa havia acontecido.

Anna sentou-se ao lado dele e colocou a medalha sobre o lençol.

— Você precisa me contar por que ficou assustado quando viu aquela reportagem.

Ele fechou os olhos por um momento.

Não porque estivesse escondendo um grande segredo heroico.

Estava cansado.

E havia passado anos tentando manter a filha longe de problemas que acreditava pertencerem a outra geração.

Ele explicou que havia trabalhado em serviços ligados às operações de transporte usadas pela família Ricci quando Matteo ainda era muito jovem.

Não conhecia todos os negócios, contratos ou pessoas envolvidas.

Conhecia rotinas.

Motoristas.

Horários.

E conhecia Carlo de vista, embora Carlo ainda não ocupasse a posição que tinha agora.

Anos depois, quando viu a reportagem sobre investigadores procurando antigos funcionários e pessoas com conhecimento de determinadas operações, reconheceu empresas e iniciais.

— E por que não falou comigo?

— Porque você precisava de trabalho, não de uma guerra que nem entende.

Anna respirou devagar.

— Carlo encontrou a reportagem no meu quarto.

O pai abriu os olhos.

— Então ele sabe quem você é.

— Ele sabia antes de eu saber quem ele era.

Foi a frase que organizou tudo.

Anna não havia entrado na propriedade como informante, investigadora ou inimiga escondida.

Entrara como uma mulher precisando pagar as contas do pai.

Carlo, porém, reconhecera o sobrenome Reynolds no arquivo de contratação e depois confirmara a ligação quando viu a medalha.

A partir daí, interpretara a presença dela como ameaça.

O desaparecimento do relógio lhe dera a ferramenta perfeita.

Na manhã seguinte, Anna voltou à propriedade por decisão própria.

Matteo estava esperando na sala onde fingira dormir no dia anterior.

Desta vez não havia carteira aberta, relógio caro ou caderno exposto sobre a mesa.

Havia apenas duas cadeiras e o caderno fechado diante dele.

Anna permaneceu de pé.

— Meu pai conhecia algumas das operações antigas. Reconheceu nomes da reportagem. Ele nunca me mandou aqui investigar ninguém.

— Eu acredito em você.

Ela não se sentou.

— Ontem você acreditava que eu podia roubar porque meu pai estava doente.

Matteo aceitou o golpe sem se defender.

— Sim.

— Então não diga que acredita em mim como se isso apagasse o resto.

— Não apaga.

Ele empurrou o caderno para longe de si, sem oferecê-lo a ela.

— Também não vou pedir que você leia isso ou descubra algo por mim. Você já foi colocada no meio de uma situação que não escolheu.

Anna finalmente puxou a cadeira.

Matteo contou que Carlo havia admitido ter retirado o relógio de onde estava guardado, mas ainda alegava que fizera isso apenas para produzir a ‘prova definitiva’ que acreditava que Matteo desejava.

O vídeo tornava essa justificativa difícil de sustentar, especialmente porque Carlo escondera a ação e tentara apresentar o relógio como descoberta espontânea.

Mais importante: ele também admitira ter pesquisado o pai de Anna depois de reconhecer seu sobrenome.

— Por quê?

— Ele disse que queria proteger minha família de alguém que poderia estar tentando entrar aqui para conseguir informações.

Anna cruzou os braços.

— E você acredita?

Matteo olhou para o caderno.

— Eu acredito que é uma explicação que beneficia Carlo.

Era diferente de escolher imediatamente uma nova pessoa para culpar.

Anna percebeu isso.

Matteo também.

Ele não prometeu que Carlo era responsável por tudo relacionado à investigação, porque não tinha como saber.

Não prometeu que o caderno era inocente, porque algumas anotações exigiam respostas que ele ainda não possuía.

E não transformou o vídeo de Anna numa solução para problemas maiores que ele não registrava.

O vídeo provava algo específico e devastador: Carlo havia plantado o relógio para incriminá-la.

O resto teria de ser tratado como resto.

Para Anna, isso bastava.

Ela não precisava resolver a família Ricci.

Precisava recuperar o controle da própria vida.

— Eu quero uma cópia do vídeo — disse.

— Você terá.

— Quero por escrito que o relógio não foi encontrado comigo e que a acusação foi retirada.

— Terá também.

— E ninguém entra no meu quarto sem minha autorização enquanto minhas coisas estiverem lá.

Matteo assentiu.

— Certo.

Ela esperou.

— Só isso?

— Você acabou de me dizer o que precisa. Eu devia ter aprendido a diferença entre ouvir e testar antes.

Anna ficou alguns segundos em silêncio.

Depois explicou sua última decisão.

Ela terminaria a semana porque precisava do pagamento e porque não queria desaparecer da casa como se tivesse sido expulsa pela acusação.

Depois sairia.

Matteo não tentou comprar sua permanência com aumento, bônus ou promessa.

— Entendo.

Carlo nunca voltou a circular livremente pela propriedade durante aqueles dias.

O acesso dele permaneceu suspenso enquanto Matteo preservava o vídeo, revisava quem havia controlado os registros internos e separava as questões administrativas das suspeitas maiores envolvendo as empresas citadas no caderno.

Anna não acompanhou essa parte.

Escolheu não acompanhar.

Seu pai precisava dela mais do que aquela família precisava de outra pessoa tentando descobrir quem havia mentido primeiro.

Na sexta-feira, ela limpou a sala de visitas pela última vez.

A carteira de Matteo estava fechada sobre uma escrivaninha.

O relógio de platina permanecia onde pertencia.

O caderno preto não estava à vista.

Nenhum objeto fora colocado no caminho dela.

Matteo apareceu à porta.

Anna percebeu e continuou dobrando o pano.

— Não vai fingir que está dormindo hoje? — perguntou.

Havia quase um sorriso na voz, mas não era uma absolvição.

— Não.

Ele ficou onde estava.

— Se eu quiser saber alguma coisa, vou perguntar.

Anna terminou de guardar os produtos no cesto.

Antes de sair, Matteo entregou a ela o documento confirmando que o relógio havia sido colocado no quarto por outra pessoa e que nenhuma falta era atribuída a ela.

O pagamento estava correto.

Nada a mais.

Nada escondido como favor.

Anna conferiu tudo antes de guardar.

No portão, colocou a mão sobre a pequena medalha de São Cristóvão.

Durante duas semanas, Matteo olhara para aquele objeto como se ele pudesse revelar quem Anna realmente era.

Carlo olhara para a mesma medalha como sinal de uma ameaça que precisava eliminar.

Para Anna, porém, ela continuava sendo o que sempre fora: algo que seu pai lhe dera para carregar quando saísse de casa.

Naquela noite, sentada ao lado da cama dele no hospital público, Anna retirou a medalha do pescoço apenas para ajeitar a corrente que havia torcido.

O pai estendeu a mão.

— Vai parar de usar?

Anna colocou a corrente novamente.

— Não. Só vou parar de deixar os outros decidirem o que ela significa.

Depois pegou o copo de água na mesa, ajudou o pai a se acomodar e deixou o celular ao lado dele para que pudessem assistir juntos ao programa que ele gostava.

Na propriedade Castello, o quarto de Anna já estava vazio.

A gaveta que alguém abrira por alguns milímetros estava fechada.

E, pela primeira vez desde que ela chegara, não havia nada dentro dela esperando para ser encontrado.

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